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terça-feira, 12 de junho de 2018

DEPRESSÃO NA VISÃO PSICOSSOMÁTICA


A sensação persistente de tristeza ou perda de interesse que caracteriza a depressão pode levar a uma variedade de sintomas físicos e comportamentais. Estes podem incluir alterações no sono, apetite, nível de energia, concentração, comportamento diário ou autoestima. A depressão também pode ser associada a pensamentos suicidas.
Pela visão psicossomática a Depressão é um termo geral para um quadro sintomático que vais de um mero sentimento de abatimento até uma perda real  da motivação paa viver, ou assim chamada depressão endógena, que é acompanhada de apatia absoluta. Ao lado da inibição total das atividades e de uma disposição abatida de ânimo, encontramos na depressão sobretudo um grnade número de sintomas colaterais físicos, como cansaço, distúrbios do sono, falta de apetite, prisão de ventre, dores de cabeça, taquicardia, dores na coluna, descontrole menstrual nas mulheres e queda do nível corporal da energia.

A pessoa depressiva é atormentada pela sensação de culpa e vive se auto-arrependendo; está sempre ocupada em voltar às boas (fazer as pazes) com tudo.
A palavra depressão vem do latim, deprimo, que significa “subjugar”e “reprimir”. A questão que surge de imediato se refere ao que a pessoa deprimida sente, se está sendo subjugada ou se está de fato reprimindo alguma coisa. Temos que considerar três âmbitos relativo ao assunto:
1.  Agressividade: Agressividade não exteriorizada acaba por se transformar em dor física, no âmbito psíquico, à depressão. A agressividade quando impedida, bloqueada, volta-se para dentro e o agressor acaba por tornar-se a vítima. A agressividade reprimida acaba sendo responsável não só pela sensação de culpa, mas também pelos inúmeros sintomas colaterais que a acompanham, com seus vários tipos de sofrimento. Assim, aqueles que ansiosamente reprimem seus impulsos agressivos, reprimem ao mesmo tempo toda sua energia e atividade. A psiquiatria tenta envolver as pessoas deprimidas em algum tipo de atividade, mas elas acham isso, simplesmente uma ameaça. De forma compulsiva, elas evitam tudo o que possa suscitar desaprovação e tentam ocultar seus impulsos destrutivos e agressivos, vivendo de maneira irrepreensível. A agressividade dirigida contra a própria pessoa chega ao auge no caso de suicídio. Tendências suicidas sempre são um alerta para que observemos a quem são dirigidas de fato as intenções assassinas.
2.  Responsabilidade: à exceção do suicídio, a depressão sempre é, em última análise, um modo de evitar responsabilidades. Os que sofrem de depressão já não agem; meramente vegetam, estão mais mortas do que vivos. No entanto, apesar de sua contínua recusa em lidar de forma ativa com avida, os depressivos são acusados pela responsabilidade que entra pela porta de trás, ou seja, por seus próprios sentimentos de culpa. O medo de assumir responsabilidades passa para o primeiro plano exatamente quando essas pessoas tem de entrar numa nova fase da vida, tornando-se bastante visível, por exemplo, na depressão puerperal.
3.  Recolhimento – solidão – velhice – morte: a depressão provoca o confronto dos pacientes com o pólo mortal da vida. As pessoas que sofrem de depressão são privadas de tudo o que de fato está vivo, como o movimento, a mudança, o companheirismo e a comunicação. Em sua vida é o pólo oposto que se manifesta, ou seja, a apatia, a rigidez, asolidão, os pensamentos voltados para a morte. O conflito está no fato de a pessoa deprimida ter tanto medo de viver como de morrer. A vida ativa traz consigo uma culpa e uma responsabilidade inevitáveis e esses são sentimentos que o deprimido faz questão de evitar. Aceitar responsabilidades é o mesmo que abandonar todas as projeções e aceitar a própria singularidade, ou o fato de estar só. Personalidades depressivas, tem medo de fazer isso e, portanto, precisam apegar-se aos outros. A separação que, por exemplo, a morte de pessoas íntimass lhes impõe, pode servir de estímulo para a depressão. Os depressivos são, antes de mais nada, abandonados por conta própria, e viver por conta própria, assumindo responsabilidades, é a última coisa que querem fazer. Ter medo da morte é um outro fato que não lhes permite suportar a condicionalidade da vida. A depressão nos torna honestos; ela revela a nossa incapacidade tanto para viver como para morrer.

Fonte: Livro A Doença como Caminho. Autores: Thorwald Dethlefsen and Rudiger Dahlke

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